De malabarista a designer UX: o que ninguém te conta sobre mudar de carreira para a tecnologia
De malabarista a designer UX: o que ninguém te conta sobre mudar de carreira para a tecnologia
por Stiven Osorio
Imagine estar em uma esquina, com o sol batendo forte ou sob a chuva, esperando o semáforo ficar vermelho para poder trabalhar. Dependendo do humor das pessoas, do clima, do lugar onde a polícia não vai te tirar ou te expulsar. Essa era a minha realidade como malabarista e artesão. A renda era incerta, o ambiente imprevisível e a sensação de não saber se o dia seria bom ou não — de se conseguiria, pelo menos, "salvar o dia".
Foi exatamente isso que me empurrou a olhar para o outro lado. Para a tecnologia. Para querer ter mais liberdade financeira e mais qualidade de tempo. Não digo que não a tenha sendo artista, mas realmente sinto que não é muito valorizada, pois há pessoas demais cegas pelo cotidiano, pelo básico, pelo unânime — e a arte é desconstrução, é ser cada um de nós.
Por que tecnologia se venho da arte e da rua?
Pode soar contraditório. O que tem a ver fazer malabares e criar artesanatos com desenhar experiências digitais?
Mais do que você imagina.
O malabarismo e o artesanato me ensinaram algo que nenhum curso pode ensinar facilmente: ler as pessoas. Saber o que as atrai, o que as faz parar, o que as faz conectar com algo. Isso, exatamente, é o coração do Design UX — desenhar pensando na experiência do ser humano.
A tecnologia não é apenas código e telas. É entender pessoas. É criar coisas inovadoras, é deixar sua marca por essa passagem na Terra; é a maneira de deixar um legado depois de partir deste mundo. E eu já trazia isso comigo.
O momento em que tudo mudou
Vi que a tecnologia avançava em uma velocidade brutal. E vi também algo que me chamou profundamente a atenção: é um dos poucos campos onde você pode trabalhar de qualquer lugar do mundo. Onde não preciso depender se faz sol, se chove ou se as pessoas estão dispostas.
Para alguém que sempre sonhou em viajar e viver de maneira livre, isso não era um detalhe menor. Era exatamente o que eu buscava: gerar renda enquanto continuo meu objetivo de vida, que é conhecer culturas, costumes e viver experiências novas a cada dia que passa, e não apenas estar na rotina matinal de trabalho-casa e casa-trabalho.
Essa combinação: liberdade + crescimento + propósito foi a faísca.
O que o Design Sprint me ensinou além do design
Quando comecei a estudar UX, me deparei com uma metodologia chamada Design Sprint. Em essência, é um processo para resolver problemas complexos de maneira organizada e rápida.
Mas o que eu não esperava é que isso me transformasse também em nível pessoal.
Antes de estudar isso, minha rotina era caótica. Depois, comecei a aplicar essa mesma lógica à minha vida: definir o problema, explorar opções, prototipar um plano, avaliá-lo. Hoje tenho uma rotina de estudo clara, objetivos concretos e a sensação — pela primeira vez em muito tempo — de que estou avançando em direção a algo.
O Design Sprint me ensinou que tudo tem um processo. E que, quando você se organiza, os objetivos deixam de ser sonhos distantes e se tornam passos concretos.
A dúvida que ninguém te diz que você vai ter
Aqui vem a parte honesta.
Não é o medo do fracasso o que mais paralisa em uma transição de carreira. É o ruído. A quantidade de opções. UX, desenvolvimento web, dados, criação de conteúdo, redes sociais... tudo parece interessante, tudo parece urgente. O sentimento de estar atrasado e de que poderia ter começado tempos atrás.
Eu mesmo estou navegando nessa dúvida agora. E digo isso porque sei que você também a sente.
O que aprendi é o seguinte: você não precisa ter tudo claro para começar. Só precisa começar pelo que mais ressoa com você hoje e deixar que o caminho te mostre o resto.
Gratidão e aprendizado: DIO Campus Expert Turma 15
Não posso deixar de mencionar minha experiência no DIO CAMPUS EXPERT - TURMA 15. Quero agradecer imensamente à equipe da DIO Expert por facilitar o caminho através desta plataforma, permitindo o acesso à tecnologia e a exploração de diversos campos dentro do mundo tech.
Durante essa jornada, aprendi a organizar um artigo e a utilizar as ferramentas que o ecossistema tecnológico nos oferece hoje em dia. Descobri como podemos facilitar e até triplicar nossas capacidades e objetivos ao nos apoiarmos e nos alavancarmos na tecnologia.
Meu agradecimento especial a cada um dos tutores e mentores dispostos a transmitir seus conhecimentos e habilidades. Valorizo muito o esforço e o sacrifício de vocês para que todas as pessoas interessadas possam acessar informações de qualidade, ajudando-nos a não ficarmos para trás neste mundo que avança de forma tão acelerada.
O que aprendi trabalhando em mil coisas diferentes
Antes da tecnologia, passei por muitos empregos e experiências. Quase tudo aprendi de maneira empírica: fazendo, errando, tentando de novo.
E quer saber? Isso não foi tempo perdido. Foi a base.
Cada experiência me deu uma habilidade. Cada fracasso me deu critério. E todo esse conhecimento acumulado é o que aplico hoje quando penso em como projetar algo que realmente funcione para as pessoas.
Não importa de onde você venha. O conhecimento que você já tem é um ativo, não um obstáculo.
Para quem está nessa encruzilhada
Se você está lendo isso vindo de uma carreira que já não te preenche, de um trabalho que sente que não é seu, ou simplesmente pela curiosidade de saber se a tecnologia é para você — eu te digo o mesmo que gostaria de ter ouvido antes:
Experimente. Aprenda. Não espere ter tudo resolvido para dar o primeiro passo.
O conhecimento é a base mais sólida para mudar seu estilo de vida. Você não precisa de um diploma universitário para começar. Precisa de curiosidade, constância e a disposição de aprender algo novo a cada dia.
A tecnologia não tem um perfil único. Cabe o artesão, o malabarista, o contador, o músico. Cabe quem você é.
Sou Stiven Osorio, colombiano, malabarista, artesão e atualmente estudante de Design UX. no instituto JOGA JUNTO Estou em plena transição de carreira para a tecnologia, documentando o processo e aprendiendo no caminho. Se você está em uma etapa semelhante, adoraria nos conectar!


