Quando é Que a Gente Para de Se Sentir Iniciante em Tech?
Três Anos Estudando Tecnologia e Ainda Me Sinto Iniciante — e Tudo Bem
Quando comecei a estudar tecnologia há cerca de três anos, eu não imaginava o quanto essa área iria me transformar. Eu vinha de uma realidade totalmente diferente: trabalhei com faturamento e auditoria do SUS no Hospital Municipal Universitário de Rio Verde, fui técnica de enfermagem, atuei como assistente administrativa e até passei pela área de Nail Design. A tecnologia entrou na minha vida primeiro como curiosidade, depois como possibilidade e, hoje, como caminho.
Nesse período, avancei de forma consistente: mergulhei em HTML, CSS, JavaScript, Flexbox, CSS Grid e consumo de APIs. Fiz projetos práticos, comecei a construir portfólio, participei de imersões e cursos, conquistei certificações em IA Generativa e UX Writing pela Alura, iniciei graduação em Sistemas de Informação e até me aventurei no estudo de Node.js. Também estou em transição profissional — concursada, mãe, entusiasta da tecnologia e programadora júnior buscando meu espaço no mercado.
E ainda assim, após tudo isso, eu me sinto iniciante.
Sentir-se iniciante não significa saber pouco
Existe um equívoco comum quando se trata de tecnologia: a ideia de que, depois de alguns anos estudando, deveríamos dominar tudo. Mas a tecnologia não é uma área de chegada; é um universo de descobertas. Quanto mais eu aprendo, mais amplas ficam as possibilidades — frameworks novos surgem, metodologias mudam, conceitos se expandem.
Essa sensação, que às vezes pode parecer insegurança, na verdade é um reflexo natural de quem se mantém em movimento.
O peso da transição e o valor da consistência
Migrar de área não é simples. Envolve reaprender, reconstruir, aceitar ser iniciante de novo mesmo depois de anos de experiência em outra função. Eu aprendi a olhar para isso com respeito: a constância pesa mais do que o cronômetro.
A tecnologia exige curiosidade permanente. Exige paciência. Exige humildade técnica. E exige coragem — especialmente quando não é seu primeiro mundo profissional.
Três anos depois, o que mudou?
Muita coisa. E quase tudo para melhor:
- construí capacidade de resolver problemas de forma lógica
- entendi como funciona o pensamento computacional
- desenvolvi projetos reais (inclusive meus próprios)
- ampliei minha rede e a visão de mercado
- participei de eventos e debates sobre inovação na saúde
- comecei a me posicionar profissionalmente
Nada disso anula o fato de eu me sentir iniciante — pelo contrário, apenas reforça que estou no caminho certo. Os profissionais mais experientes que conheci também se sentem assim. E isso não é fraqueza, é abertura.
Conclusão
Ser iniciante não é sobre falta, é sobre movimento.
E continuar estudando, desenvolvendo, testando e construindo três anos depois significa, no fundo, que eu já não sou tão iniciante quanto penso. A sensação permanece — mas ela deixou de representar limitação e passou a representar continuidade.
A tecnologia não pede que você saiba tudo; ela pede que você não pare.
E eu não pretendo parar.
Se até os mais experientes se sentem iniciantes, por que isso te pararia?





