Paulo Lemos
Paulo Lemos13/02/2026 20:28
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Computação Celestial: A Tecnologia que Afetará Sua Carreira e o Destino Humano

    Tudo começou com um tweet que vi no Instagram à tarde de hoje. Em resumo: cenário macroeconômico mundial em ebulição, ouro despencando, Bitcoin derretendo, empresas registrando prejuízos com baixas contábeis. No meio disso, uma afirmação ousada do CEO da Anthropic (Claude): em pouco mais de um ano, a inteligência artificial fará tudo, relegando o engenheiro de software ao papel de mero editor de programas. Elon Musk, por sua vez, fala em humanoides robóticos para trabalhos braçais. E nós, humanos? Onde estaremos nesse gap de dois mágicos trapézios? Qual espaço sobra para nossa lógica, alma e mente?

    Vivemos um momento de acessibilidade computacional inédita. Data centers se multiplicam globalmente e, em breve, serão como constelações digitais — o que eu, carinhosamente, chamo de computação celestial. Uma nuvem infinita pairando sobre nós, oferecendo poder de processamento quase divino, acessível a todos.

    Mas, diante desse cenário, como ficam nossas carreiras? Penso em três possibilidades principais:

    1. Substituição Total pela IA

    A IA realizará quase tudo. Engenheiros de software e dados se tornarão editores de código e supervisores de máquinas. O protagonismo técnico desaparece: mão de obra humana zera, bens de consumo perdem valor e surge a necessidade de curadores e guardiões éticos para gerir o caos.

    2. Coexistência Criativa

    Um cenário de cooperação: humanos e IA trabalham juntos. A máquina executa; o humano imagina. Carreiras viram híbridas, valorizando criatividade, pensamento crítico e visão estratégica. Ganhamos tempo livre para o pensamento profundo, ampliando o poder da nossa imaginação.

    3. Revalorização Humana

    Surgirá um movimento contrário: a busca por sentido, corpo, alma e mente. Profissões ligadas à arte, filosofia, espiritualidade e saúde mental ganharão destaque, contrapondo a frieza digital.

    E aqui entra meu projeto irônico para o futuro: talvez meu próximo grande negócio seja abrir uma fazenda banal ou simples, onde humanos façam coisas comuns e cotidianas. Café moído na hora, horta cultivada à mão, servido com conversa, calor humano e imperfeição. Discutindo o que eram negócios e mercados, jogando xadrez. Às vezes, no final, pode ser justamente uma fazenda banal para realizar coisas primitivas que nos salvará da obsolescência.

    Se a computação celestial breve já estará entre nós, qual será o papel da sua mente nesse novo universo?

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