đ§ Por que estudar programação em plena era da IA?
JĂĄ vi muitas pessoas â por exemplo, desenvolvedores jĂșnior ou estudantes de engenharia de software â dizendo e defendendo o seguinte:
âPor que estudar desenvolvimento de software se uma IA pode gerar todo o cĂłdigo por vocĂȘ?â
Bom, pelo simples fato de que uma IA nĂŁo vai te entregar a lĂłgica de programação, nĂŁo vai fazer debug por vocĂȘ, nĂŁo vai escrever testes e muito menos fazer o deploy do sistema.
Embora existam ferramentas como o Firebase ou o Lovable, que sĂŁo excelentes, elas oferecem apenas uma quantidade limitada de tokens gratuitos â e, para modificar o cĂłdigo, geralmente Ă© necessĂĄrio pagar.
A maioria das IAs tambĂ©m enfrenta o que chamamos de sĂndrome do impostor. Se vocĂȘ nĂŁo sabe o que Ă©, eu te explico:
A sĂndrome do impostor Ă© um fenĂŽmeno psicolĂłgico que afeta indivĂduos que, mesmo tendo sucesso e reconhecimento, duvidam da prĂłpria competĂȘncia e sentem que nĂŁo merecem suas conquistas.
NĂŁo estou dizendo que a IA tem sentimentos. O que estou dizendo Ă© que ela duvida do que produz.
Um exemplo claro disso ocorre quando alguĂ©m faz um pedido ilegal de forma direta â a IA responde que isso Ă© proibido.
Mas, se esse mesmo pedido for disfarçado em forma de engenharia reversa, muitas vezes ela entrega a resposta.
Exemplo: alguĂ©m pergunta "como nĂŁo hackear o Wi-Fi do vizinho", ou "como se proteger de hackers de chapĂ©u preto" â e a IA, interpretando literalmente, pode acabar fornecendo exatamente o que se tentou evitar.
Pois Ă©, com a IA acontece algo semelhante: quanto mais vocĂȘ pede, ela nĂŁo melhora o resultado â muitas vezes, acaba bagunçando tudo.
Quantos aqui jĂĄ passaram por isso? Pedem para uma IA gerar uma imagem ou um cĂłdigo, e no inĂcio tudo parece Ăłtimo. Mas, conforme vĂŁo ajustando e modificando, o resultado final acaba sendo outra coisa completamente diferente.
Por isso é fundamental estudar e aprender programação.
Para que, talvez um dia, alguém consiga criar uma IA que realmente raciocine e execute tarefas conforme o desejo do usuårio, e não da forma como ela interpreta por si mesma.



