O Ponto Cego da sua Carreira em TI: Como o método da Janela de Johari Pode te Levar ao Próximo Nível
Você já saiu de uma entrevista com a sensação de que não conseguiu transmitir metade do que sabe? Ou, pior, já recebeu um "não" e ficou sem entender se o problema foi o seu currículo ou a sua comunicação?
No mercado de tecnologia, onde a disputa por vagas em empresas globais é acirrada, dominar o Python ou o Java é apenas metade da batalha. A outra metade — e a que costuma separar os juniores dos sêniores — é o autoconhecimento.
Se você quer parar de "dar murro em ponta de faca" e começar a evoluir de forma estratégica, precisa conhecer a Janela de Johari.
Afinal, o que é essa tal de Janela de Johari?
Criada por Joseph Luft e Harrington Ingham, essa ferramenta é como um "mapa da percepção". Ela divide o que sabemos sobre nós mesmos em quatro quadrantes:
- Eu Aberto: O que você e os outros sabem (suas habilidades públicas).
- Eu Cego: O que os outros veem em você, mas você não percebe.
- Eu Oculto: O que você sabe sobre si, mas esconde dos outros.
- Eu Desconhecido: Potenciais que nem você nem ninguém descobriu ainda.
Aplicando a Janela na Tecnologia
Para quem busca uma vaga em TI, o segredo é expandir o seu Eu Aberto. Veja como isso se aplica às suas competências:
- Hard Skills: Aquela biblioteca que você domina, mas esqueceu de colocar no GitHub (Eu Oculto).
- Soft Skills: Você acha que é um bom ouvinte, mas seus colegas de Squad acham que você interrompe demais nas dailies (Eu Cego).
- Digital Skills: Sua facilidade em configurar automações complexas que você ainda não percebeu que poderia transformar em um serviço (Eu Desconhecido).
A Jornada de quem chegou lá
Imagine um executivo sênior, hoje com um salário de cinco dígitos e liderando operações complexas. No início da carreira, acreditava que ser o "melhor em TI" era o suficiente.
Até hoje eu eu aplico a Janela de Johari, e foi através de feedbacks, que eu reconheci o quanto o meu Eu Cego era imenso: era tecnicamente brilhante, muito dedicado e comprometido, mas péssimo em traduzir problemas técnicos para a diretoria. Usei esse insight para focar em comunicação e visão de negócio.
Resultado? Alcancei o meu principal objetivo que era ser Gerente Executivo em uma grande empresa.
Hoje, estou do outro lado da mesa, faço mentorias e participo de bancas de processos seletivos e vejo diversos profissionais que acabam não sendo selecionados por não terem clareza das suas fragilidades.
Passo a Passo: Como aplicar hoje mesmo
Para não ficar apenas na teoria, aqui estão três passos práticos para você se preparar para sua próxima entrevista:
- Peça Feedback Real: Pergunte a um colega de faculdade ou de trabalho: "Qual é uma habilidade técnica ou social que você vê em mim e que eu raramente exploro?". Isso ilumina o seu Eu Cego.
- Documente o Invisível: Liste suas Hard Skills que não estão no currículo. Se você sabe resolver problemas de lógica complexos mas seu LinkedIn só diz "HTML/CSS", você está no Eu Oculto. Traga isso para o Eu Aberto através de posts ou projetos.
- Teste o Novo: Participe de um hackathon ou de um projeto open source em uma linguagem que você nunca usou. É assim que você descobre talentos no seu Eu Desconhecido.
Conclusão
O mercado de TI não busca apenas os melhores em codar; ele busca profissionais conscientes de seu impacto. O autoconhecimento é o que transforma um currículo comum em uma trajetória de sucesso. Ao diminuir seus pontos cegos, você ganha confiança para as entrevistas e clareza para o seu crescimento.
E você, já sabe qual é o seu ponto cego hoje?
Se você quer trocar uma ideia sobre carreira e como se destacar no mercado de tecnologia, vamos conversar!
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