O método completo para hackear qualquer entrevista técnica com ChatGPT e Obsidian
Fala, comunidade tech!
Na live de ontem, a gente passou quase três horas falando de algo que eu raramente vejo sendo ensinado de verdade: como se conectar com uma empresa de tecnologia em 2026 do jeito que funciona. Diferente de mandar currículo pelo LinkedIn e torcer para aparecer no radar de alguém.
O mercado mudou. O jogo também.
O diagnóstico que eu trouxe na live foi direto. Nos últimos dois anos, as vagas focadas em inteligência artificial cresceram 300% segundo o próprio LinkedIn. Esse número é real.
O número de vagas mudou. A barreira de entrada mudou junto. O que um profissional precisava saber para ser contratado há três anos tem pouco a ver com o que os recrutadores técnicos estão avaliando hoje. E uma parte considerável dos profissionais que eram sêniors em ciclos anteriores ficou para trás nessa atualização.
Isso cria dois movimentos ao mesmo tempo: mais oportunidade para quem está dominando IA e agentes, mais dificuldade para quem ainda joga pelas regras de um mercado que já virou.
A pergunta que eu fiz na live foi essa: você sabe para onde o jogo está indo? Porque continuar mandando currículo pelo mesmo canal, do mesmo jeito, sem entender o que os recrutadores técnicos estão pedindo agora, é continuar num jogo onde a curva já virou há um bom tempo.
Obsidian como segundo cérebro
A primeira parte prática foi sobre como eu organizo meus próprios estudos. Eu uso o Obsidian para criar o que o pessoal chama de segundo cérebro: um sistema onde cada coisa que eu aprendo vira uma nota, e essas notas começam a se conectar entre si ao longo do tempo.
A grande vantagem do Obsidian é o que você consegue fazer com essas notas depois, especialmente com IA.
Eu mostrei na prática como eu anoto um termo novo, mesmo que eu ainda não saiba o que ele significa. Você anota o nome, vai estudando, vai voltando para a nota e completando ela com o tempo. Parece simples. Mas é esse hábito de registrar o que você aprende e voltar nessas anotações que separa quem absorve conhecimento de forma acumulativa de quem fica dando voltas no mesmo ponto sem avançar.
A ferramenta em si é o Obsidian. O que move o negócio é o comportamento.
Como usar IA além das perguntinhas
Esse foi o ponto que mais gerou reação no chat, e faz sentido.
Tem uma diferença grande entre usar IA para fazer perguntas e usar IA para processar conhecimento. A maioria das pessoas está no primeiro modo: digita uma pergunta, lê a resposta. Tem valor. Mas é o mínimo, e o mínimo em 2026 já não diferencia ninguém em entrevista técnica.
O que eu mostrei foi trabalhar uma anotação com o ChatGPT ou com o Claude de formas que a maioria das pessoas ainda não está usando.
Digerir e reexplicar: você manda sua anotação e pede para a IA te explicar de um jeito diferente, mais visual, com analogias. Isso acelera o entendimento de conceitos que ainda estão soltos na cabeça.
Transformar em visual: você pede para a IA gerar um HTML interativo baseado no conceito da sua anotação. Você sai com uma representação visual do conhecimento que você construiu.
Gerar teste técnico: você manda sua anotação e pede um questionário no nível de prova de certificação. Isso simula o que você vai enfrentar numa entrevista técnica real.
Eu fiz isso ao vivo com uma única anotação sobre prompt de red team. Em menos de dez minutos, a gente tinha um resumo visual interativo e uma simulação de prova de certificação saídos de uma nota de texto simples.
Imagina fazer isso com uma pasta inteira de anotações.
Para quem usa o Claude Code, dá um passo além: você pluga o Claude Code diretamente na pasta de notas do Obsidian e começa a conversar com todo o seu conhecimento acumulado de forma integrada. É o que eu faço no meu fluxo pessoal.
Se você quer dominar essas ferramentas com profundidade e ter acesso a +2.150 cursos, bootcamps e formações em agentes de IA, o DIO PRO Vitalício está com condição especial ativa agora. Pagamento único, acesso para sempre.
Clique aqui e garanta agora o DIO PRO Vitalício
O método do infiltrado: como estudar uma empresa antes da entrevista
Essa foi a parte que mais gente comentou. É uma abordagem que a maioria dos candidatos nunca teve.
Antes de se candidatar a uma vaga, você se comporta como alguém que já trabalha naquela empresa.
Na prática, funciona assim. Eu peguei a Avanade como exemplo durante a live, por ser empresa parceira da DIO. O processo funciona com qualquer empresa.
Passo 1: site. O básico. Você vai ao site, entende o que a empresa faz, quais os serviços e os valores. Se você ainda não faz isso, começa aqui.
Passo 2: GitHub da empresa. Esse é onde a maioria das pessoas para. Você pesquisa o GitHub da empresa e encontra os projetos públicos que ela mantém. No caso da Avanade, a gente encontrou um framework .NET deles lá. Aberto, disponível, esperando alguém perceber.
Passo 3: cruzar com IA. Você pega a visão geral da empresa, o ativo de conhecimento que encontrou no GitHub e a descrição de vaga, e manda tudo para o ChatGPT ou o Claude. O prompt é direto: peça para a IA sugerir projetos que você possa fazer, alinhados com o trabalho daquela empresa, usando o framework que eles usam internamente.
Passo 4: GitHub dos profissionais da empresa. Você encontra pessoas que trabalham lá com a mesma linguagem da vaga que está mirando, vai nos GitHubs delas e pede para a IA extrair os padrões de código. Aí você constrói o seu projeto com esses mesmos padrões. O resultado é um portfólio que faz qualquer profissional técnico daquela empresa prestar atenção.
Você simplesmente estudou a empresa de um jeito que quase ninguém faz. E isso aparece.
Portfólio versus vitrine de usuários
Na live eu falei sobre uma distinção que acho importante.
Vitrine de usuários é quando você publica projetos que são interessantes para você, mas que não têm conexão com o trabalho de quem vai te contratar. É um projeto legal. Para o profissional técnico que está avaliando, ele não fala nada sobre você dentro do contexto do trabalho deles.
Portfólio de verdade é quando o projeto que você construiu usa o framework da empresa, segue os padrões de código que eles usam internamente e resolve um problema dentro do universo deles. Aí você tem algo que abre conversa.
Com o DIO PRO Vitalício você tem acesso a mais de 250 projetos práticos e matrículas ilimitadas em todos os bootcamps da DIO, incluindo bootcamps feitos em parceria com Avanade, GFT e NTT DATA. É portfólio com peso de empresa. O recrutador sente isso.
Garanta agora o DIO PRO Vitalício e comece a construir o portfólio certo
Conexão com propósito
A última parte da live foi sobre como você chega nas pessoas certas.
Minha recomendação: para de tratar o LinkedIn como único canal. Continua mandando currículos. Mas entende que isso te coloca na mesma fila que todo mundo.
O que funciona é criar conexão com contexto. Você vai num evento presencial da empresa, já com um projeto feito com o framework deles. Você aborda um profissional técnico numa live, no chat, com algo concreto para mostrar. A abordagem muda. Você aparece como alguém que já pensa no contexto daquela empresa.
Quando você chega num evento da Avanade e fala "criei um projeto com o CoreX de vocês e estou usando o mesmo guideline de código que encontrei nos GitHubs do time", a reação é completamente diferente de quando você aparece com um currículo genérico.
Eu usei pessoalmente o GitHub da Avanade, do Nubank e de outras empresas parceiras da DIO para fazer exatamente isso. E é o que tenho passado para os alunos que acompanham essas lives.
Dentro do DIO PRO Vitalício, você tem acesso às mentorias ao vivo com profissionais dessas empresas, aos bootcamps feitos em parceria com elas e ao Atalho Secreto, uma websérie com 10 episódios e 7 guias de prompts exclusivos que mostram, no detalhe, como funciona o processo seletivo de dentro das maiores empresas tech do mundo. O complemento direto do que a gente viu nessa live.



