Nay Rodrigues
Nay Rodrigues20/04/2026 00:40
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O meio tech também é lugar de fala

  • #Java

Alô rede, quero compartir um pouco da minha visão e experiência, considerando os erros e os acertos que tive até aqui, dale!!!

Quando decidi mergulhar em ADS e todo universo tech, me veio o segundo convite para participar do Campus Expert na DIO, e eu sabia que não estava buscando apenas uma transição de carreira, mas sim o direito de dominar as ferramentas que constroem o futuro e criar espaço de representatividade para que outras mulheres pretas pudessem se identificar!

​No meu dia a dia, seja na rotina de estudos em busca de desenvolver habilidades técnicas ou até mesmo executando ações no trabalho, minha perspectiva é diferente, na base da tentativa e erro, sem buscar atalhos que no final, vão te minar (experiência própria, juro!)

E isso é uma vantagem, não um peso 🥹🥹🥹

O que essa jornada me ensinou até aqui:

A síndrome da impostora é um sistema forte, mas não um sentimento

Às vezes a gente acha que não sabe o suficiente, mas a verdade é que o mercado exige o dobro da gente para entregar a mesma autoridade. Superar isso exige técnica, mas também exige rede de apoio e muito carinho com toda sua história, afinal, você já chegou até aqui!

Representatividade no terminal

Quando eu coloco minhas locs no avatar profissional e discuto arquitetura de sistemas ou estratégia de crescimento, estou enviando um sinal, estou fazendo meu branding e buscando manter de forma visual, minhas origens e isso realmente tem significado. Tecnologia é sobre solução de problemas, e quem vive problemas diferentes traz soluções que talvez, ninguém tenha notado ainda, e isso é oportunidade

Liderança é sobre abrir caminho

Minha passagem recente e certificação pelo programa de formação de liderança da Aspire - Harvard me reforçou que não adianta eu subir sozinha. Ser uma liderança preta em Growth e Tech significa garantir que a porta continue aberta para quem vem depois, orientando para que quem vem nessa jornada, não cometa os mesmo erros e tenha um caminho menos árduo. E isso não é atalho, é criar caminhos e possibilidades, como se fosse abrindo uma trilha no meio do mato, tá.

​eu não sou apenas uma mulher no marketing ou uma estudante dev.

Sou uma mulher preta que está em transição de carreira aos 30, ocupando um cargo de estrategista que entende que o código é poder. E ocupar esse espaço com autoridade, representatividade, ancestralidade e conhecimento técnico é o meu maior ato político.

​Aos meus colegas da Turma 15 e à comunidade: a tecnologia só será verdadeiramente inteligente quando refletir a cara de quem realmente a constrói, quando o outro conseguir se enxergar através daquilo que você compartiu, e isso é o valor da troca.

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