Eu Também Perdi a Vergonha: Um Confissão de Vibe Coding
- #Vibe Coding
Eu Também Perdi a Vergonha: Um Confissão de Vibe Coding
Nos últimos meses, ouvi colegas falarem de vibe coding com desdém. Um termo associado à preguiça, à perda de controle, ao fim da engenharia de software como a conhecemos. Muitos sentiam vergonha em admitir que usavam IA para programar.
Eu também senti.
Mas hoje, olho para trás e digo com clareza: eu também perdi a vergonha.
E não só isso: eu uso também.
A Realidade que Ninguém Quer Admitir
A verdade é simples: quase todo mundo já usa. Seja no GitHub Copilot, no Cursor, no Claude ou no Lovable.
A diferença está no grau. Alguns usam para autocompletar. Outros, para gerar testes. Eu? Uso para construir projetos inteiros — rápido, funcional, com código que, sim, às vezes não entendo linha por linha.
Como um DevOps que já foi programador, sinto esse paradoxo todos os dias:
- Produtividade absurda: Tarefas que levariam dias, faço em horas.
- Conhecimento incompleto: Não sei cada detalhe do que foi gerado.
- Controle real: As decisões, o design, a arquitetura — tudo é meu.
É como dirigir um carro que não montei. Sei como funciona, mas não recriaria o motor do zero. E sabe o que? Talvez isso esteja tudo bem.
O Que Muda Quando Você Assume
Assumir o uso de IA não é desistir da qualidade. É mudar o foco.
Deixei de perder tempo com:
- Sintaxe
- Estrutura básica de arquivos
- Documentação inicial
- Testes unitários repetitivos
E passei a me concentrar no que realmente importa:
- Arquitetura
- Segurança
- Experiência do usuário
- Decisões críticas
Uso o SonarQube, reviso diffs, questiono a IA: “Por que fez assim? E se escalar? E se der erro?”
Não aceito tudo. Mas aceito o fluxo.
Como usar IA com controle no desenvolvimento de software
A Nova Normalidade
O vibe coding não é o fim da programação. É o começo de uma nova era.
Uma era em que:
- Conhecer não é mais lembrar, mas saber onde encontrar.
- Programar não é mais digitar, mas orquestrar.
- Produtividade não é mais quantidade, mas velocidade com intenção.
Se meu colega entrega em uma hora o que levaria um dia, não é porque ele é melhor. É porque ele usa as ferramentas certas.
E eu?
Estou aqui.
Sem vergonha.
Sem máscaras.
Eu uso também.



