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Natália Lara13/04/2026 10:53
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"A linha reta era uma mentira", a carta do CEO da Amazon

    Ao ler a carta aos shareholders do CEO da Amazon, Andy Jassy, publicada essa semana, e que, como sempre, gerou muito interesse da mídia e do mercado mundial, de alguma forma, me identifiquei com ele.

    Além de destacar os principais resultados da Amazon em 2025 e apontar tendências para o ano, a mensagem central de Andy foi sobre resiliência.

    Como se adaptar, se recuperar e se superar quando os desafios normais da vida se opõem ao que foi planejado e você percebe que aquilo que parecia certo ficou um pouco mais distante? 

    Se até grandes empresas e linhas de negócios precisam se adaptar e se reinventar, quanto mais nós, seres humanos, diante de tantos dilemas e possibilidades ao longo da vida. 

    E, como Andy diz, cada caminho percorrido de forma diferente ensinou a ele e à Amazon lições valiosas, que talvez não viessem de outra forma e que foram extremamente úteis em algum momento. Muitas vezes, esses desvios amadureceram e lapidaram o planejamento inicial, levando a resultados melhores do que os esperados ou, em alguns casos, à renúncia do plano original. 

    Essas "correções de rota" são incríveis oportunidades de desenvolver habilidades específicas que, de forma singular, irão aperfeiçoar a capacidade profissional e pessoal de cada um, enriquecendo as virtudes e as qualidades. E, geralmente, é assim mesmo, não é? Afinal, como diz o ditado: "tempos difíceis fazem homens fortes".

    Isso aconteceu comigo, há alguns anos, em uma era pré-pandemia. Durante um processo seletivo para uma empresa farmacêutica, na etapa de entrevista, o gestor me disse que havia sido um erro profissional da minha parte deixar uma grande cidade e uma grande empresa para retornar ao interior. Sim, eu entendi o ponto de vista dele, porque realmente foi difícil me recolocar no mercado de uma cidade pequena. 

    Para aquele gestor, minha decisão foi uma fraqueza. Para mim, foi uma grande demonstração de coragem: a coragem de "corrigir a rota" da minha vida para estar mais perto daquilo que considero essencial — minha família.

    E foi justamente essa mudança que despertou em mim a disposição para colocar em prática um antigo sonho: ter meu próprio negócio. Talvez nem todos saibam, mas iniciar um empreendimento no Brasil exige muita, mas muita coragem. 

    E posso afirmar que nenhuma posição de liderança em uma grande empresa global, numa cidade grande, me lapidou tanto quanto ter minha própria empresa. E nenhuma outra experiência me trouxe tanta realização. 

    Como Andy diz na sua carta: "a linha reta era uma mentira"; me identifiquei.

    E você, já viveu alguma situação que alguém considerou um fracasso, mas que, na verdade, te aproximou dos seus sonhos? Me conta nos comentários.

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