Três anos depois: quando uma pausa não significa desistência.
Em fevereiro de 2023, escrevi aqui na DIO sobre meu desejo de fazer uma transição do Direito para a Tecnologia após uma aula inaugural de um Bootcamp ter despertado em mim um desejo enorme de transição e comecei meus primeiros estudos.
Pouco tempo depois, porém, minha trajetória profissional tomou outro rumo ao receber o convite para me tornar sócio do escritório em que atuo e decidi dedicar minha energia àquele novo desafio. A escolha fez sentido: vieram novas responsabilidades, desafios maiores e muito aprendizado. Foi uma fase intensa e que, olhando hoje, valeu muito a pena.
O que eu não percebi na época é que, enquanto algumas prioridades avançavam, aquele projeto simplesmente ficou esperando.
Recentemente, organizando minhas coisas, encontrei uma pasta antiga, esquecida no fundo do armário. Dentro dela estavam minhas anotações de 2023 e o esboço que havia preparado para começar a transição e, três anos depois, aquilo me fez parar e pensar: por que esse desejo ainda está aqui?
Talvez porque nem toda pausa seja desistência?
Hoje, minha situação é diferente. Continuo advogado, com mais de dez anos de experiência, formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e, depois de voltar a olhar para a Tecnologia com mais calma, uma área despertou especialmente minha atenção: Cibersegurança.
Recentemente fme inscrevi para o programa Cibersegurança do Zero à Prática, da DIO, em parceria com o Santander, e decidi retomar aquele projeto — desta vez sem a ansiedade de precisar saber exatamente onde quero chegar.
Quero estudar, praticar, conhecer a área e descobrir onde minha experiência profissional pode se encontrar com a Tecnologia, estabelecer ponte! Talvez seja na Cibersegurança, talvez em alguma área que ainda não conheço. O importante, neste momento, é voltar a trilhar um caminho que faz sentido, que deperta enorme interesse.
Em 2023, eu queria mudar de carreira. Hoje, percebo que não preciso necessariamente apagar tudo o que construí para começar algo novo e que talvez eu só precise construir uma ponte entre o que já sou e aquilo que ainda quero ou até precise me tornar.
E dessa vez, não vou deixar essa ideia no fundo do armário!



