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Lincoln Arrais19/04/2026 19:54
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Quando o app oficial não dá conta: por que decidi programar minha própria ferramenta de trabalho

  • #Flutter
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O código como aliado na correria de um ACS

A rotina do Agente Comunitário de Saúde não é fácil. O trabalho é na rua, com sol no rosto, e a responsabilidade de cuidar das pessoas é gigante. Mas no meu caso, o fim do expediente não é o fim da jornada. À noite, troco as fichas de visita pelo VS Code.

Há alguns anos descobri a programação como um hobby, um jeito de exercitar a mente. Mas foi só recentemente que percebi que esse hobby poderia resolver um grande gargalo do meu dia a dia: a falta de ferramentas digitais que realmente funcionem para as minhas necessidades.

O "Gap" entre o Ministério da Saúde e a Realidade

Eu uso os aplicativos oficiais do município e do Ministério da Saúde e, sendo bem sincero, parece que eles são feitos por quem nunca fez uma visita domiciliar. Eles travam, são burocráticos demais, e muitas vezes não entregam a agilidade que a gente precisa pra acompanhar as gestantes, os pacientes diabéticos ou as crianças e suas vacinas, com a atenção que eles demandam.

Cansei de esperar por uma atualização que trouxesse uma função que facilitaria minha vida, e decidi: se o sistema não me atende, eu mesmo vou construir o meu.

Criando a minha própria solução com Flutter

Usando o que venho aprendendo como hobby, comecei a desenvolver uma ferramenta própria no Flutter, com um banco de dados SQLite local para funcionar offline-first e depois sincronizar com o backend .NET integrado a um banco de dados PostgreSQL rodando no Docker.

Mais do que um "app de estudo", ele é uma ferramenta pensada para o meu fluxo real:

  • Agilidade: Interface limpa para encontrar o que preciso em segundos.
  • Foco no que importa: Diferente dos apps genéricos, o meu foca nos indicadores que eu sei que geram resultado na minha microárea.
  • Offline-first: Porque o sinal de internet nem sempre colabora quando estou na casa de um morador.

Hobby com propósito e Autoridade

O mais legal de participar do DIO Campus Expert foi entender que esse meu "lado programador" não me afasta da Saúde, mas me torna um profissional mais completo. Deixo de ser apenas um usuário passivo da tecnologia para ser um agente de transformação que entende o problema e sabe codar a solução.

Programar por hobby me deu a liberdade de não aceitar ferramentas "insuficientes". Me deu o poder de otimizar meu tempo para que eu pudesse fazer o que realmente importa, que é cuidar das pessoas.

Você já sentiu que as ferramentas fornecidas para o trabalho às vezes mais atrapalham do que ajudam?

A solução para os nossos problemas profissionais muitas vezes está em aprender algo fora da nossa área de atuação. No meu caso, o código foi a chave.

Me conta nos comentários como você tem usado seus conhecimentos paralelos para facilitar sua vida profissional!

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