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Felipão DIO
Felipão DIO21/09/2026 17:32
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Programar com IA em Java: o que a imersão mostrou sobre revisar o código que a IA escreve​

    Fala, comunidade tech!

    No sábado, 19/09, eu recebi o José Luiz Júnior na Imersão em Programação com Java, IA e Claude Code. Ele é dev Java há mais de dez anos, já passou por PicPay, Caju e Embraer, e gravou boa parte do conteúdo de Java que está na plataforma.

    A proposta era simples: montar um projeto do zero com a IA escrevendo o código e revisar tudo o que ela entregava, linha por linha. Foram quase três horas de editor aberto. Separei aqui o que mais rendeu.

    A IA é um júnior rápido. Você é quem revisa.

    Logo no começo eu perguntei ao Júnior se, com a chegada da IA, ainda é preciso saber programar. A resposta dele ficou na minha cabeça: dá para pensar na IA como aquele programador júnior que tomou uns dez cafés e sai digitando tudo o que você pede. Rápido, mas sujeito a erro.

    A profissão não acaba. O que muda é a forma de trabalhar. Alguém precisa olhar o que foi gerado e decidir se aquilo entra no projeto.

    O primeiro erro apareceu na primeira classe

    O projeto da noite foi um carrinho de compras em Java. O Júnior pediu a classe de item, com nome, preço e quantidade. A IA entregou em segundos, e o preço veio como double.

    Quem trabalha com Java sabe o problema: double não é um tipo preciso para valor monetário. É o tipo de decisão que passa despercebida hoje e vira erro de cálculo em produção. O ajuste foi pedir a troca por BigDecimal, e a IA refez os cálculos que dependiam disso.

    Esse foi o padrão da noite inteira. A IA gera rápido, e a revisão é o que separa um projeto que funciona de um projeto que vai dar dor de cabeça.

    Contexto no prompt muda o resultado

    Uma dica prática do Júnior: quanto mais contexto, melhor o código. Pedir "crie uma classe de carrinho de compras" faz a IA chutar o resto. Dizer quais propriedades a classe precisa ter, quais dependências já existem no projeto e em que pacote ela deve ficar muda o nível da entrega.

    Outra dica: escrever o prompt em inglês economiza tokens, porque o modelo divide o texto em pedaços e é isso que entra na conta. Se o seu inglês não ajuda, escreve em português no ChatGPT ou no Gemini, pede a tradução do prompt e cola no seu agente.

    Tarefa grande, resultado ruim

    Quando a tarefa cresce, a IA alucina mais e a revisão fica pesada. A recomendação do Júnior é quebrar em subtarefas.

    O exemplo que ele deu: em vez de pedir "transforme esse endpoint de cadastro individual em cadastro em lote", vá por partes. Primeiro o método de inserção em lote na camada de persistência. Depois o método que consome esse primeiro. A cada passo você revisa dois ou três arquivos, em vez de abrir vinte classes de uma vez.

    Regra de negócio dentro do tipo

    A parte que mais me agradou foi quando o projeto deixou de ser um CRUD e ganhou regra. Em vez de espalhar validação pelo menu, o Júnior pediu duas classes para empacotar os valores: uma Money, que não aceita valor negativo, e uma Quantity, que não aceita quantidade menor que um. Quem tenta criar um valor inválido recebe uma exceção na hora.

    O J Specify entrou junto, com um package-info marcando o pacote inteiro como não nulo. Assim você anota só as exceções, em vez de sair marcando campo por campo.

    Os bugs também apareceram

    Nem tudo saiu redondo, e isso foi bom de ver. Com o carrinho vazio, o total aparecia como um real, porque a classe Money não aceitava zero. Em outro momento, adicionar o mesmo produto duas vezes não somava a quantidade, porque o método devolvia uma nova referência em vez de alterar a existente.

    Nos dois casos o caminho foi o mesmo: rodar o código, encontrar o comportamento errado, entender a causa e só então pedir a correção. Em uma das tentativas, a IA quis reescrever meia classe e o Júnior simplesmente rejeitou tudo e refez do jeito dele.

    Você não precisa começar pelo plano mais caro

    O Júnior usou a versão gratuita de um plugin de IA dentro da IDE durante a live inteira. O ponto dele: muita gente assina o plano mais caro antes de saber o que vai usar.

    Para quem se preocupa com dados, existe a opção de rodar um modelo local, no seu computador ou em container. Você ganha privacidade e perde nas atualizações constantes que os modelos hospedados recebem. Vale medir se a sua máquina dá conta antes de escolher esse caminho.

    Onde continuar

    A formação Java Fundamentals, gravada pelo próprio Júnior, tem 45 horas e vai da instalação do ambiente até a integração. Na aba de Projetos, tem cases que juntam Java e IA, como uma API de reconhecimento de fala com Spring Boot. A gravação da imersão fica na aba de Mentorias.

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    Comentários (1)

    RS

    Rosana Santos - 21/09/2026 17:54

    Boa tarde.

    Estou utilizando a plataforma pela primeira vez, e estou achando o máximo tenho certeza que vou aprender muito com vocês e a forma de ensino também é muito bacana, vamos acompanhando rs

    Obrigada,

    Rosana.