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Andre Parise
Andre Parise07/03/2025 15:17
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O Início do Declínio das Linguagens Orientadas a Objetos

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O Início do Declínio das Linguagens Orientadas a Objetos: Uma Análise da Transição para Paradigmas de Alto Desempenho

A programação orientada a objetos (OO) foi, por muito tempo, o paradigma dominante no desenvolvimento de software, impulsionada por linguagens como Java, C++ e C#. Sua popularidade veio da modularidade, reutilização de código e facilidade de manutenção. No entanto, nas últimas décadas, a necessidade de maior desempenho, escalabilidade e eficiência levou a uma transição para paradigmas mais modernos.
Linguagens como Rust e Go estão ganhando espaço devido à sua capacidade de oferecer melhor gerenciamento de memória e concorrência sem o overhead das classes e da alocação dinâmica de objetos. No caso do Rust, a segurança da memória sem necessidade de garbage collector se tornou um grande atrativo, especialmente em sistemas de alto desempenho. Go, por sua vez, simplifica a concorrência e se destaca em aplicações distribuídas e cloud computing.
Além disso, a programação funcional, presente em linguagens como Elixir, Scala e até Kotlin, vem sendo amplamente adotada para processamento paralelo e manipulação eficiente de grandes volumes de dados. Paradigmas baseados em dados e componentes, como os utilizados em machine learning e arquiteturas orientadas a eventos, também desafiam a supremacia da OO, pois evitam a complexidade de hierarquias rígidas e permitem maior flexibilidade e escalabilidade.
Outro fator importante é o avanço da computação paralela e distribuída. Sistemas modernos exigem processamento eficiente em múltiplos núcleos e servidores, algo que linguagens e modelos tradicionais da OO não lidam tão bem. O alto custo de abstrações como herança e polimorfismo pode impactar o desempenho, levando desenvolvedores a buscar alternativas mais leves e eficientes.
Embora a programação OO ainda seja amplamente utilizada, seu declínio é perceptível em setores que exigem máxima eficiência. Paradigmas mais enxutos e voltados para alto desempenho estão moldando o futuro do desenvolvimento, e essa transição tende a se intensificar nos próximos anos.
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Comentários (1)

RR

Ricardo Rebêlo - 13/01/2026 18:21

Talvez você nunca tenha tentado comparar Go, Rust e C++ (spoiler: C++ ganha por pouco de Rust e Go é oito vezes mais lenta).

Talvez você não saiba que Rust e Go também são OO. (não que sejam idênticas a C++, mas são)

Talvez você não conheça Futhark e Cilk, as duas únicas linguagens de 315 que, em 12 núcleos, foram duas vezes mais rápidas do que C/C++ (C e C++ têm velocidades iguais) no meu benchmark padronizado da minha "Pedra de Roseta". Mas que não porque não são OO, mas porque são naturalmente multiprocessadas. Na verdade, monoprocessadas elas seriam muito mais lentas, OO ou não.

Já Intel oneAPI DPC++, mesmo multiprocessada, foi duas vezes mais lenta que C++.

Eu concordaria que computação paralela e distribuída possam ter algumas aplicações em que linguagens específicas tenham melhor desempenho. Mas está para nascer alguém que mostre que isso é porque não são OO.

E como que você falou de maior flexibilidade? Isso vai sempre contra o desempenho. E é algo que a OO do C++ tem como um grande trunfo, flexibilidade com pouca perda de desempenho. Coisa que, se você não precisar, também não vai pesar no resultado final. É, você pode usar C++ sem colocar polimorfismo em tempo de execução em todo lugar, como se fosse orégano em pizza. Não, programar coerentemente não quer dizer que OO seja pior, porque vai haver casos em que OO é melhor.