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Carolini Brito
Carolini Brito08/04/2026 20:44
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Muito além do código: como criar um agente de IA com identidade, propósito e personalidade

  • #Criatividade e Inovação
  • #Machine Learning
  • #ChatGPT
  • #IA Agents
  • #Engenharia de Prompt
  • #UI/UX

Fala, devs! 💻✨

Durante o bootcamp “Lupo – Primeiros Passos com Inteligência Artificial”, recebi um desafio aparentemente simples: criar um agente de vendas.

A proposta já vinha com um exemplo base, daqueles prontos para seguir e adaptar. Mas, sendo bem sincera, sempre que começo um projeto, tento fugir do óbvio e criar algo com identidade própria — até como uma forma de organizar o “caos criativo” que vive aqui na minha cabeça.

E foi exatamente isso que aconteceu dessa vez — só que de um jeito que eu não esperava.

Em vez de começar pela tecnologia, me peguei pensando no problema que eu gostaria de resolver, se eu estivesse criando uma loja de verdade. A partir daí, o que era apenas um exercício técnico de engenharia de prompt começou a ganhar novas camadas, envolvendo não apenas lógica de interação, mas também consumo, comportamento e questões sociais.

🧪 O Desafio: Criando um agente de vendas com IA

A proposta era desenvolver um agente capaz de interagir com o usuário, entender suas necessidades e sugerir produtos de forma estratégica. Eu poderia ter seguido o caminho mais direto: criar um agente sem personalidade para uma loja fictícia qualquer.

No entanto, decidi fazer diferente. Antes de pensar no agente, criei o contexto: uma loja digital com conceito, identidade e propósito.

Foi aí que nasceu a CYBER.GRAFT, uma galeria que mistura estética cyberpunk (que eu simplesmente ADORO), tech-noir e upcycling sustentável — onde cada peça carrega valor estético e significado.

Para dar vida à ideia, utilizei técnicas de engenharia de prompt, como definição de persona, diagnóstico do cliente e storytelling na apresentação dos produtos. Com isso, o agente deixou de ser apenas um sistema de recomendação e passou a atuar como um curador digital, oferecendo uma experiência mais estratégica e personalizada.

💡 O Insight: Tudo começa pelo problema

Mais importante do que o agente em si foi o incômodo que me motivou: o consumo excessivo e irresponsável na moda.

A tecnologia entrou como ferramenta — mas a origem foi social.

Percebi que soluções reais dificilmente nascem isoladas; elas surgem da conexão entre diferentes áreas, como tecnologia, negócios e impacto social. Por isso, não basta apenas resolver um problema — é essencial entender por que ele existe.

🤖 O Projeto: Dando vida à ideia

Com o conceito definido, parti para a prática: estruturar o agente para atuar como um curador digital. Ele entende o cliente, diagnostica seu perfil, qualifica suas preferências e só então apresenta ofertas relevantes.

Além disso, cada recomendação vem acompanhada de storytelling, valorizando a origem da peça e sugerindo combinações complementares. Dessa forma, mais do que vender, a proposta é criar uma jornada em que tecnologia, narrativa e propósito caminham juntos.

🧠 Conclusão: Muito além do código

No fim das contas, o desafio técnico se transformou em algo muito maior. Criar um agente de vendas deixou de ser apenas sobre lógica ou estrutura — passou a envolver contexto, intenção e impacto.

Aprendi que tecnologia não é algo isolado. Ela ganha valor quando se conecta a outras áreas e se volta para problemas reais. Mais do que construir um agente de IA por meio da engenharia de prompt, aprendi a desenvolver soluções com propósito.

E percebi que programar não é só escrever código — é também criar mundos, onde cada linha de raciocínio pode carregar significado.

🔗 Projeto

📂 Repositório do projeto: https://github.com/xtheredviper/CYBER.GRAFT-sales-assistant

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Comentários (1)
Belisnalva Jesus
Belisnalva Jesus - 08/04/2026 21:24

Parabéns Carolini pelo artigo e projeto!