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Flávio Almeida29/04/2026 05:11
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Eu Também Perdi a Vergonha: Um Confissão de Vibe Coding

  • #Vibe Coding

Eu Também Perdi a Vergonha: Um Confissão de Vibe Coding

Nos últimos meses, ouvi colegas falarem de vibe coding com desdém. Um termo associado à preguiça, à perda de controle, ao fim da engenharia de software como a conhecemos. Muitos sentiam vergonha em admitir que usavam IA para programar. 

 Eu também senti.

Mas hoje, olho para trás e digo com clareza: eu também perdi a vergonha.

E não só isso: eu uso também. 

A Realidade que Ninguém Quer Admitir

A verdade é simples: quase todo mundo já usa. Seja no GitHub Copilot, no Cursor, no Claude ou no Lovable. 

 A diferença está no grau. Alguns usam para autocompletar. Outros, para gerar testes. Eu? Uso para construir projetos inteiros — rápido, funcional, com código que, sim, às vezes não entendo linha por linha. 

Como um DevOps que já foi programador, sinto esse paradoxo todos os dias:

  • Produtividade absurda: Tarefas que levariam dias, faço em horas.
  • Conhecimento incompleto: Não sei cada detalhe do que foi gerado.
  • Controle real: As decisões, o design, a arquitetura — tudo é meu. 

É como dirigir um carro que não montei. Sei como funciona, mas não recriaria o motor do zero. E sabe o que? Talvez isso esteja tudo bem. 

O Que Muda Quando Você Assume

Assumir o uso de IA não é desistir da qualidade. É mudar o foco. 

 Deixei de perder tempo com:

  • Sintaxe
  • Estrutura básica de arquivos
  • Documentação inicial
  • Testes unitários repetitivos

E passei a me concentrar no que realmente importa:

  • Arquitetura
  • Segurança
  • Experiência do usuário
  • Decisões críticas

Uso o SonarQube, reviso diffs, questiono a IA: “Por que fez assim? E se escalar? E se der erro?”

Não aceito tudo. Mas aceito o fluxo.

Como usar IA com controle no desenvolvimento de software

A Nova Normalidade

vibe coding não é o fim da programação. É o começo de uma nova era. 

 Uma era em que:

  • Conhecer não é mais lembrar, mas saber onde encontrar. 
  • Programar não é mais digitar, mas orquestrar. 
  • Produtividade não é mais quantidade, mas velocidade com intenção.

Se meu colega entrega em uma hora o que levaria um dia, não é porque ele é melhor. É porque ele usa as ferramentas certas. 

E eu?

Estou aqui.

Sem vergonha.

Sem máscaras.

Eu uso também.

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