Como colocar automações com IA para rodar no dia a dia com o Claude Cowork
Fala, comunidade tech!
Na quarta, 30/09, a Imersão em Automação com IA, GPT e Claude Cowork continuou com o Guilherme Carvalho, que trabalha com tecnologia há mais de 10 anos e hoje coordena times de engenharia. A proposta era pegar uma rotina manual de escritório e fazer ela rodar sozinha, com o Claude Cowork, uma skill e uma tarefa agendada.
Chat para pensar, Cowork para executar
O Gui começou pela diferença entre os dois modos. No chat, você recebe a resposta, copia, cola e ajusta, e quem orquestra o trabalho é você. No Cowork, o Claude trabalha no seu computador, com acesso às pastas que você liberar, divide a tarefa em etapas, executa e entrega o arquivo pronto. Você descreve o resultado que quer e revisa no final.
O chat resolve melhor quando você quer tirar uma dúvida rápida, fazer um brainstorm, entender um conceito ou rascunhar uma mensagem. Quando a tarefa liga um ponto A a um ponto B e se repete, como organizar arquivos ou montar o mesmo relatório toda semana, vale o Cowork. A OpenAI e o Google têm ferramentas equivalentes, e o raciocínio serve para todas.
As peças do Cowork
O Cowork roda numa sandbox e só acessa as pastas que você liberar. Ele também se conecta a ferramentas como Gmail, Drive, Slack e Teams e tem skills, plugins, que reúnem skills e conectores num pacote, navegador integrado e tarefas agendadas.
Com o navegador, dá para pedir que o Claude teste todo dia de manhã o fluxo principal de um sistema, como uma solicitação de empréstimo, e confira se o pedido chegou ao back-office.
Ao vivo acontece de tudo
A primeira demonstração era organizar a pasta de Downloads, e o Cowork no Linux travou nas permissões. O Gui fez a mesma tarefa com uma ferramenta equivalente da OpenAI: 103 arquivos organizados, nenhum apagado, duplicados separados numa pasta para revisão e um registro das movimentações para desfazer tudo, se fosse preciso. Depois, trocou para o Windows e seguiu.
Do CSV ao relatório pronto
A demonstração principal simulou a rotina de um analista que todo dia baixa o CSV de vendas de cada loja, junta tudo numa planilha, calcula totais, ticket médio e ranking de produtos e escreve um resumo para o gestor.
Primeiro, o Gui pediu ao Cowork três CSVs fictícios, das lojas Centro, Norte e Sul, com 30 vendas cada. Depois, mandou um único prompt pedindo uma planilha com uma aba de dados e outra de resumo, com total por loja, top 5 produtos, ticket médio e gráfico de barras, além de um resumo de até cinco linhas com alerta caso faltasse o arquivo de alguma loja.
O Cowork usou Python, com pandas e openpyxl, gerou a planilha e mostrou tudo no painel lateral. O resumo já apontava que a loja Centro tinha vendido cerca de 46% menos que as outras duas.
Antes de automatizar, o Gui recomendou conferir à mão o total de uma das lojas. Toda rotina que sai do manual precisa dessa validação.
De prompt a skill
Com o fluxo funcionando, o prompt virou skill: um arquivo SKILL.md com o passo a passo da tarefa e, se precisar, scripts junto. Dá para escrever na mão, mas o Gui usou o criador de skills do próprio Claude, que fez perguntas e se ofereceu para testar três cenários: o normal, uma loja faltando e um CSV com problema. Durante a criação, o Claude abriu subagentes, que, segundo o Gui, serviam para validar a skill. Depois, bastou chamar a skill digitando a barra (/) para a rotina rodar de novo, com o mesmo resultado.
Também dá para instalar skills prontas da comunidade, como as do site skills.sh.
Agendar e polir
O último passo foi criar uma tarefa agendada para rodar a skill de segunda a sexta, de manhã, e deixar um e-mail para o gestor com o resumo. Na primeira execução, o e-mail ficou como rascunho, porque a própria instrução pedia rascunho e porque o Claude só envia mensagem em seu nome com confirmação. O Gui ajustou a tarefa, reforçou a instrução, e o e-mail chegou com a planilha anexada e o gráfico.
Para o Gui, esse polimento, de entender o erro e corrigir a instrução, é a parte mais importante. Ficam dois cuidados: a tarefa agendada só roda com o computador ligado, e um processo que não pode falhar fica melhor num servidor. Para quem tem receio de dar acesso à própria máquina, o Gui sugeriu rodar o Cowork numa máquina virtual, como o VirtualBox.
MCP, sem complicação
No chat, perguntaram o que é MCP. Para o Gui, é uma forma de integrar sistemas pensada para modelos de linguagem. Em vez de chamar uma API REST, o modelo chama uma ferramenta que informa quais dados enviar, para que serve cada um e em que formato a resposta volta.
Como pedir uma automação
O Gui fechou com a anatomia de um bom pedido: o objetivo, o contexto (para quem e por quê), as entradas, a saída, com formato, nome e local, e os limites, como "não apague nem envie nada".
E deixou um desafio de 30 dias. Na primeira semana, automatize uma tarefa no seu computador. Na segunda, explore os conectores. Na terceira, transforme os fluxos em skills. Na quarta, agende. Para saber se uma tarefa é automatizável, veja se os passos do ponto A ao ponto B são sempre os mesmos. Cada automação que você colocar para rodar vira um caso concreto para mostrar no portfólio e contar numa entrevista.
Onde continuar
Na aba de Mentorias da DIO, tem um conteúdo de três horas que gravei sobre o Claude Cowork, em que transformo automações em skills e skills em scripts Python. A gravação da imersão também fica lá, para quem é DIO PRO, com certificado ao concluir. Na aba de Formações, tem conteúdos de N8N, CrewAI e Lovable.
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