Miriã Santos
Miriã Santos29/03/2026 14:11
Compartilhe

Como a "sorte" me deu um estágio em Front-End (e o que o seu LinkedIn tem a ver com isso)

    A "sorte" da primeira vaga em TI: como transformei networking e mentorias no meu primeiro estágio em Front-End.

    Muita gente que tá começando em tecnologia acha, mesmo sem perceber, que a primeira vaga vai surgir do nada, tipo mágica, só porque o currículo tá arrumadinho. Acham que vão dar sorte de se candidatar pra vaga certa e serem contratados só por terem as habilidades necessárias. Mas a real, que eu aprendi na prática, é que essa tal "sorte" nada mais é do que a combinação da sua preparação com a sua atitude de correr atrás do que quer.

    Repete comigo: sorte é apenas o nome que dão quando a sua preparação encontra a sua proatividade!

    image

    Sério. Guarde isso!

    A minha transição de carreira começou no modo nível hard, intensivão. Comecei a transição da área de redes sociais para o Front-End enquanto lidava com as madrugadas do puerpério, cuidando do meu bebê recém-nascido e cursando Análise e Desenvolvimento de Sistemas. A teoria estava ali, mas a insegurança técnica de quem olha para uma tela em branco e precisa componentizar uma interface do zero era enorme. Há um tempo, eu aplicava para vagas de tecnologia e queria muito ser contratada. Mesmo sentindo que meu perfil estava organizado, a insegurança técnica e de quem não tinha experiência além dos bootcamps, comum de quem está começando, ainda falava alto. Eu sempre fui muito esforçada pra aprender, pra ir atras das softskill e das hardskils, mas a bendita da sindrome do importor batia forte (ainda bate, mas isso é papo pra outro artigo).

    image

    Foi então que decidi mudar a estratégia. Nas mentorias da DIO (Turmas 12, 13, 14 e agora 15 do DIO Campus Expert), aprendi uma lição de ouro: o LinkedIn não é apenas uma rede social, é uma rede de posicionamento de trabalho.

    Resolvi colocar isso à prova. Criei uma enquete simples perguntando quais ferramentas de organização minha rede usava. O detalhe estratégico foi o que fiz depois: chamei no chat cada pessoa que votou. Não para pedir emprego, mas para ouvir, entender as rotinas e gerar conversas reais. Queria entender o que estudavam e como se organizavam.

    Uma dessas pessoas foi o Lucas Adriano Dias Ramos (fundador da CodeMundi). Dessa troca autêntica, tivemos uma conversa super rica. Ele percebeu o meu interesse real em aprender e me abriu as portas para um estágio voluntário no projeto dele como estagiária de Desenvolvimento Front-End com mentorias e todo suporte necessário para aprender.

    Hoje, tudo parece fluir mais naturalmente. Aquele medo inicial deu lugar à mão na massa. Estou refatorando códigos com o Angular, lidando com o Control Flow, aplicando responsividade e traduzindo o design do Figma para a vida real. Minha postura mudou, e agora uso meu perfil para mostrar meus erros, acertos e evolução técnica (e muito networking de valor).

    Mas essa virada de chave não foi intuição cega. Ela foi friamente calculada com base no ecossistema de mentorias do Campus Expert da DIO. Se você está travado na busca pela primeira vaga, aqui estão as estratégias de ouro que apliquei no meu perfil e na minha postura, guiadas por profissionais gigantes do mercado. Se eu pudesse resumir o que aprendi unindo a prática desse estágio com as lições da mentoria sobre otimização para vagas de TI, eu diria para você focar em três pilares:

    1. O perfil como vitrine estratégica (Valéria Baptista & Karol Atekitta)

    Antes de abordar alguém, sua casa precisa estar arrumada. Hoje, 97% dos recrutadores usam o LinkedIn para buscar talentos de todos os níveis. Tenha um título estratégico com as palavras-chave da sua área (evite o clássico "em busca de recolocação") e tenha um resumo que conte a sua trajetória de forma autêntica.

    O LinkedIn não é o seu currículo digital; é uma rede de posicionamento. A Valéria me ensinou a tratar o perfil como SEO: um título estratégico com as palavras-chave da sua stack (no meu caso, Desenvolvedora Front-End Angular), uma URL limpa e um banner que comunique a sua área. Aliado a isso, a visão da Karol Atekitta me mostrou que networking não é colecionar conexões, é criar pontes. A minha enquete foi exatamente isso: uma forma natural e não invasiva de chamar a atenção e me conectar com a comunidade sem parecer que estava apenas pedindo favores.

    image

    E digo mais, aprendi que o networking intencional cria a "sorte". Não é apenas adicionar pessoas, é sobre se conectar com propósito. A minha enquete foi uma desculpa para conversar. Comente, chame no chat, interesse-se pelo outro. O engajamento torna seu perfil visível para oportunidades que você nem imaginava e alinhar isso a um perfil ajustado e bem apresentado conta imensamente.

    2. O portfólio é a sua prova social (Venilton)

    O mercado pede experiência, mas experiência não precisa ser um contrato CLT. O Venilton bate muito na tecla de demonstrar conhecimento prático com um Portfólio Tech robusto. Ter os seus repositórios no GitHub bem documentados, mostrando a evolução do seu código, as refatorações que você fez e os problemas que resolveu, valida a sua capacidade técnica. É a prova irrefutável de que você sabe fazer.

    Trabalhar com tecnologia exige evolução contínua e você precisa mostrar ela contecendo, no curriculo, no linkedin, no gitHub, nos artigos que escreve... Está entendendo onde quero chegar? Por isso, documente o que você faz. A prova social constrói a sua credibilidade muito antes da entrevista.

    3. A arte de mostrar o que você faz (Felipe Aguiar - Felipão)

    Não basta codar e jogar no GitHub. O Felipão me trouxe a clareza da comunicação estratégica. Hoje, quando faço uma postagem sobre uma refatoração no meu estágio, eu não mostro apenas a tela pronta. Eu falo sobre os desafios de componentização, as dores de aplicar as classes do PrimeFlex e a alegria de um código limpo. Traduzir o seu "tecniquês" em histórias de superação diária atrai olhares e gera identificação imediata com outros devs e recrutadores.

    A Miriã, mas você já está num estágio, é mais facil achar conteúdo para se posicionar. Discordo! Antes, eu postava os livros e e-books que estava lendo, não só o que estava lendo, mas o que aprendi, o que percebi que dava pra mudar, o que me constrangeu, as dúvidas que iam surgindo. É mais fácil quando você percebe que tudo o que se estuda, vê e pratica gera valor, é ensinável e será útil para o mercado de trabalho.

    image

    Soft Skills e a ponte Dev/Design (Karina Tronkos - Nina Talks)

    Essa aqui é um plus. Já depois do estágio conquistado eu busco pedir conselhos para quem já tem muito mais XP que eu.

    No meu estágio, fiquei numa situação que me fez pensar muito: o meu mentor e sênior me pediu pra implementar um código que era diferente do design que estava no Figma. E aí, como fazer isso sem desrespeitar o trabalho do designer?

    Não passei por nenhum problema, porque a equipe é maravilhosa, comunicativa e entende que o pojeto deve falar mais alto, mas sei que passarei por N ambientes, como deveria me posicionar?

    A Nina me entregou a chave da Comunicação Não-Violenta e aprendi que posso ser a ponte. Por estudar UI/UX e Angular, entendi que o meu papel é traduzir a viabilidade técnica para o designer e a importância da experiência do usuário para o dev sênior, sempre propondo soluções em vez de apenas apontar os erros que serão substituídos. Isso é uma experiência de equipe que estou aprendendo a ter e já tomando decisões intencionais sabendo que profissionais levam anos para desenvolver isso.

    Aprender a desenvolver essas soft-skills economiza anos de dor de cabeça. Convenhamos que a Nina Talks já chegou lá, e ter a oportunidade de ouvi-la é um atalho lindo para não quebrar a cara!

    Como mostrar experiência não tendo um estágio CLT.

    A grande verdade é que nós, estágiários, juniores e pessoas em transição de carreira, precisamos quebrar a caixinha do que significa ter experiência.

    A experiência que vai te contratar pode estar em um projeto de código aberto, em um hackathon de fim de semana, em horas dedicadas a resolver um bug de um projeto pessoal ou em um estágio voluntário de muito valor, como o meu.

    O mercado nota quem tem atitude. Quando você une a base técnica, um perfil otimizado e a coragem de ser vulnerável e chamar as pessoas para conversar, as portas se abrem.

    E você? Está esperando a primeira oportunidade cair do céu ou já começou a construir a sua própria sorte hoje?

    image

    Se você é daquelas pessoas que prefere colocar a mão na massa e criar suas próprias oportunidades, ao invés de esperar as coisas acontecerem, vem conversar comigo! Nas mentorias que participei, aprendi que networking não é só colecionar contatos, mas sim construir conexões de verdade.

    Curte trocar ideia sobre desenvolvimento Front-End, falar sobre a famosa síndrome do impostor ou discutir design de interfaces e experiência do usuário (UI/UX)? Então chega mais!

    🤝 Bora se conectar e trocar experiências: https://www.linkedin.com/in/miriaamaralcs

    Compartilhe
    Comentários (0)