Aprendendo a aprender: o método que criei para estudos usando IA e lógica de sistemas
Durante anos, meu maior inimigo não foi a falta de disciplina.
Também não foi falta de inteligência, tempo ou vontade.
Foi estudar errado.
Estudei muito sem aprender de verdade.
Estudei com esforço, mas sem direção.
Estudei conteúdos certos… do jeito errado.
E isso é mais comum do que parece.
O problema não era estudar pouco. Era estudar sem norte.
Por muito tempo, minha rotina de estudos parecia produtiva:
- horas sentadas
- listas de exercícios
- resumos
- vídeos
Mas, quando chegava a hora de testar o conhecimento, o resultado era inconsistente. Eu errava sempre os mesmos padrões, só que não percebia isso.
O erro clássico:
tratar estudo como consumo de conteúdo, não como análise de desempenho.
Foi aí que caiu a ficha:
ninguém me ensinou a estudar de forma sistêmica.
Quando estudar virou um problema de engenharia
Minha virada começou quando parei de perguntar:
“O que estudar hoje?”
e passei a perguntar:
“Onde exatamente estou errando — e por quê?”
Esse raciocínio é muito próximo de tecnologia e engenharia:
- medir
- analisar
- ajustar
- iterar
Então fiz o que qualquer pessoa com viés técnico faria:
criei um script em Python para analisar meus erros.
O que esse script faz (de forma simples)
- Lê documentos/planilhas de questões resolvidas
- Identifica erros marcados (ex.: em vermelho no Word)
Calcula aproveitamento real por:
- disciplina
- tema
- período
- Mostra padrões de erro recorrentes
Ou seja:
parei de “achar” onde estava ruim — os dados passaram a mostrar.
A partir disso, estudar deixou de ser emocional e virou estratégico.
O passo seguinte: usar IA não para responder, mas para orientar
Com os dados em mãos, veio a pergunta óbvia:
como transformar erro em aprendizado mais rápido?
Foi aí que entrei no uso consciente de IA.
Não para:
- resolver questões por mim
- gerar resumos genéricos
- “estudar no meu lugar”
Mas para:
- explicar por que eu erro
- sugerir conexões entre assuntos
- adaptar explicações ao meu padrão de falha
A IA virou uma espécie de:
- instrutor personalizado
- espelho cognitivo
- analista de desempenho
Sempre partindo dos meus dados reais.
O experimento educacional: ensinar sem dizer que está ensinando
Esse método funcionou tão bem que resolvi adaptá-lo para ajudar minha irmã, que fará o ENEM.
O desafio era claro:
- nada de pressão
- nada de burnout
- nada de método engessado
A solução foi criar um sistema em fases, gamificado, com IA…
mas com um detalhe importante:
👉 introduzir lógica, programação e pensamento computacional sem ela perceber.
Exemplos práticos:
- desafios para organizar planilhas de controle (UX + lógica)
- criação de prompts simples (prompt engineering disfarçado)
- desafios de raciocínio como “jogos”
- um dia da semana com tudo em inglês, de forma natural
Ela não “estuda programação”.
Ela pensa de forma estruturada sem trauma.
O que eu aprendi com isso tudo
Algumas conclusões bem diretas:
- Estudar sem medir erro é andar no escuro
- IA sem método vira muleta
- Método sem humanidade vira tortura
- Aprender a aprender é a habilidade mais subestimada da atualidade
Tecnologia não resolve falta de direção.
Mas amplifica brutalmente um bom método.
Por que estou compartilhando isso na DIO
- Não é para vender curso.
- Não é para monetizar.
- Não é para parecer “guru”.
É porque muita gente:
- estuda muito
- se esforça
- e mesmo assim não sai do lugar
E às vezes o que falta não é mais conteúdo —
é estrutura, feedback e clareza.
Se esse relato ajudar uma única pessoa a estudar melhor, já valeu.
🚀 Próximos passos
Estou estruturando esse método como projeto técnico:
- análise de dados com Python
- visualização de erros
- uso consciente de IA generativa
- aprendizado personalizado
Se fizer sentido para você, fica o convite para trocar ideias.
Aprender pode (e deve) ser inteligente, humano e sustentável.


