Raphael Mendes
Raphael Mendes27/02/2026 02:30
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AI não é mágica. É arquitetura. (E quase ninguém fala sobre isso)

    Quando comecei a trabalhar com LLMs, eu achei que o jogo era prompt.

    - Ajusta aqui.

    - Muda uma instrução ali.

    - Adiciona contexto.

    - Melhora a resposta.

    - E, de fato, funciona!

    Até o momento em que você tenta transformar isso em um sistema real.

    Foi aí que a ficha caiu:

    ##LLM não é produto. LLM é componente.##

    Existe uma diferença enorme entre usar IA e construir algo com IA.

    E essa diferença se chama arquitetura.

    O erro que quase todo mundo comete

    No começo, a gente pensa assim:

    “Se o modelo responde bem no chat, então dá para colocar isso dentro de um sistema.”

    Mas quando você tenta:

    - Integrar múltiplas etapas

    - Controlar contexto

    - Reduzir custo

    - Evitar respostas inconsistentes

    - Manter padrão de saída

    Você descobre que prompt não resolve tudo!

    Na verdade, prompt resolve pouco quando o problema cresce.

    O que resolve é estrutura.

    LLM sem estrutura é improviso caro

    Um modelo de linguagem é excelente para:

    - Raciocínio textual

    - Geração de hipóteses

    - Classificação contextual

    - Extração de informação

    Mas ele não é bom em:

    - Garantir consistência absoluta

    - Manter regras rígidas

    - Operar com precisão determinística

    - Tomar decisões críticas sem supervisão

    Foi nesse ponto que comecei a combinar LLM com lógica tradicional.

    Regra quando precisa de precisão.

    Modelo quando precisa de interpretação.

    Sistema híbrido.

    E isso muda tudo.

    De prompt para pipeline

    A virada acontece quando você deixa de pensar:

    “Como melhorar essa resposta?”

    E começa a pensar:

    “Como estruturar esse fluxo?”

    Um agente real precisa de:

    - Entrada validada

    - Pré-processamento

    - Raciocínio contextual

    - Pós-processamento

    - Verificação

    - Log

    - Métrica

    Isso não é glamour. É engenharia!

    E é aí que a maioria para.

    O que ninguém fala sobre AI Agents

    Agentes não são sobre autonomia total.

    São sobre coordenação inteligente.

    Um bom agente não é o que decide tudo sozinho.

    É o que sabe quando usar:

    - Modelo

    - Regra

    - Banco de dados

    - Ferramenta externa

    Autonomia sem controle é só imprevisibilidade sofisticada.

    O futuro não é “mais IA”.

    É melhor arquitetura.

    Estamos no começo de algo grande.

    Mas o diferencial não será quem usa mais modelos.

    Será quem:

    - Sabe quando usar

    - Sabe quando não usar

    - Sabe integrar

    - Sabe medir

    IA é poder bruto.

    Arquitetura é direcionamento.

    E poder sem direcionamento vira ruído.

    Minha conclusão (ainda em construção)

    Depois de meses construindo pequenos sistemas, errando bastante e testando diferentes abordagens, percebi que o verdadeiro diferencial não está no prompt perfeito.

    Está na estrutura invisível que sustenta o sistema.

    Estamos entrando na era em que saber conversar com IA será comum.

    Mas saber projetar sistemas inteligentes será raro.

    E raridade, no mercado, vira valor.

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