đ» A tecnologia me mostrou que o erro nĂŁo Ă© falha â Ă© feedback.
Quando comecei a estudar programação, eu tinha uma ideia muito clara na cabeça: âou o cĂłdigo roda, ou eu errei.â
Com o tempo, percebi que esse pensamento nĂŁo fazia sentido.
Na verdade, cada erro Ă© um ponto de aprendizado, uma oportunidade de entender o que o sistema quer me dizer â e, principalmente, de entender como eu mesmo penso.
Quem programa aprende cedo que o computador nĂŁo tem raiva de vocĂȘ.
Ele sĂł faz exatamente o que vocĂȘ mandou.
E quando o resultado nĂŁo sai como o esperado, o erro nĂŁo estĂĄ te punindo â estĂĄ te ensinando a pensar melhor.
Passei a enxergar o debug como uma conversa entre mim e o cĂłdigo.
Cada exceção, cada âSyntaxErrorâ Ă© uma nova linha de diĂĄlogo.
E quanto mais eu erro, mais eu aprendo sobre lĂłgica, paciĂȘncia e criatividade.
A verdade Ă© que programar Ă© menos sobre acertar de primeira e mais sobre aprimorar a forma de resolver problemas.
Ă um processo de autoconhecimento travestido de linguagem de mĂĄquina.
Hoje, cada cĂłdigo que nĂŁo roda me lembra que estou progredindo.
Que o erro nĂŁo Ă© o fim â Ă© apenas o eco do aprendizado acontecendo.
E Ă© justamente por isso que sigo estudando todos os dias:
porque entendi que na tecnologia, evoluir Ă© depurar nĂŁo apenas o cĂłdigo, mas a prĂłpria forma de pensar. đ





