A REVOLUÇÃO DOS DADOS NA INDÚSTRIA SOB UMA PERSPECTIVA REAL
Sempre fui uma entusiasta da tecnologia. Desde cedo, comecei a fazer cursos de computação e ainda lembro da emoção de mexer no computador pela primeira vez, por volta de 1990. Naquela época, era muito caro ter um computador, tanto nas empresas quanto em casa. Assim, os cursos me aproximavam dessa paixão.
Minha primeira experiência no mercado de trabalho foi em 1998, aos dezesseis anos, em uma distribuidora de livros na cidade de Porto Alegre. Naquele período, não se ouvia falar em análise de dados, o que teria ajudado muito na realização do trabalho. Os catálogos, o controle de estoque, o recebimento de pedidos e a realização de entregas eram feitos de forma manual, com pouco uso de computadores, pois eram equipamentos caros. Muitas empresas, como a que eu trabalhava, optavam pelo uso de máquinas de escrever.
MINHA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA COM DADOS
Meu emprego seguinte foi em uma distribuidora de flores na CEASA de Porto Alegre. Nessa empresa, tive a oportunidade de iniciar minha interação com computadores. Comecei como telefonista e passei a atuar como auxiliar de estatística, controlando o estoque de flores por meio da inserção de dados em planilhas do Excel. Ainda assim, tudo era bastante básico.
Posteriormente, consegui uma bolsa de iniciação científica no Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Como estava concluindo meu curso técnico em química, foi uma excelente oportunidade de aprendizado. Nesse período, adquiri uma visão mais clara sobre o uso de dados e sua real importância, pois os resultados das análises de esgoto eram organizados em tabelas e cuidadosamente analisados, gerando insights e apoiando a tomada de decisão na operação do tratamento. Ainda assim, o principal software utilizado era o Excel.
PRIMEIRO CONTATO COM SOFTWARE ERP
Em 2008, conquistei meu primeiro emprego como engenheira de bioprocessos e biotecnologia com ênfase ambiental em uma multinacional do setor frigorífico de abate de aves, em Porto Alegre. Eu era responsável pelo tratamento de efluentes e pelo monitoramento ambiental, atividades que geravam grande volume de dados, os quais precisavam ser reportados ao órgão ambiental FEPAM.
Tive a oportunidade de participar, como usuária, da implantação de um sistema ERP na empresa. Essa experiência ampliou minha percepção sobre a importância do uso de dados em organizações de grande porte. O sistema permitia maior controle da produção, das manutenções preventivas — e não apenas corretivas — e, com as unidades interligadas, os gestores passaram a acompanhar os dados em tempo real, facilitando a tomada de decisões.
O CRESCIMENTO DA ANÁLISE DE DADOS NA INDÚSTRIA
Nos últimos anos, observei um crescimento significativo no uso da análise de dados na indústria, impulsionado, possivelmente, pelo avanço de tecnologias como a inteligência artificial. Esse é um caminho sem volta.
A análise de dados proporciona diversos benefícios: maior controle dos processos produtivos, avaliação da eficiência no tratamento de efluentes, apoio à manutenção preventiva e otimização de processos, entre outros. A tomada de decisões deixou de ser baseada em “achismos” e passou a se apoiar em insights valiosos, gerados a partir da análise consistente dos dados.
Esse é o grande valor da análise de dados na indústria: possibilitar decisões mais assertivas e, muitas vezes, em tempo real.
Atualmente, os dados possuem enorme valor dentro de qualquer indústria, seja de pequeno, médio ou grande porte. Nesse contexto, o papel do analista de dados torna-se essencial para transformar informações em conhecimento e apoiar decisões estratégicas.
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